Friday, January 13, 2006

Saíste de Mansinho

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Saíste de mansinho, e teu, no fim das coisas, só encontrei o calor nos lençóis e um cabelo na almofada. O teu perfume abandonou este quarto há já muito. E o calor só está aqui porque és humana e tens sangue quente. Admira-me, às vezes, o teu controlo das emoções. O controlo da raiva que eu sei que me tens. Não percebo porque é que isso acontece.

O nosso amor nasceu de dentro, nasceu nos olhos e no riso, nasceu nas conversas. Cresceu, pequenino, e desenvolveu-se como se fossemos um só, como se as tuas conclusões saíssem da minha boca, e os teus pensamentos começassem na minha cabeça.

Hoje não estás aqui, fugiste, e sei que, embora estejas no teu ninho privado, e eu tenha ficado nesta prisão sem perfume, o teu cabelo, o teu calor ainda estão aqui. Lembras-te como era ainda há pouco tempo? Como as carícias do meu nariz no teu pescoço ainda te arrepiavam de ternura e prazer?

Bernardo

1 Comments:

At 14/1/06 05:42, Blogger spleen said...

Belíssimos textos...
Gostei imenso, espero que continues(nuem) a libertar-te(se)desta forma envolvente e bonita, e que puxa imagens e sentimentos de dentro.
Gostei particularmente da última fotografia.
Beijinho* :)

 

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